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Autogestão e longevidade

(Denise Eloi - O Dia/Política e Poder)
Terça, 30 de novembro de 1999, 00:00 h
A busca de soluções para desacelerar o crescimento dos custos em saúde e de meios para transformar a longevidade da população em sinônimo de também viver melhor é um grande desafio a ser vencido. Essa realidade faz parte da agenda do sistema de saúde suplementar, especialmente das autogestões. Somente em 2013, as despesas assistenciais das operadoras privadas ultrapassaram R$ 90 bilhões, valor 14% maior que o observado em 2012.
Entre 2003 e 2013, a despesa assistencial per capita aumentou 151,3%, de acordo com a ANS. Já a variação acumulada do IPCA no período foi menos da metade: 72,02%. Ainda segundo a ANS, entre 2008 e 2013, as despesas assistenciais das autogestões cresceram 72,78%, enquanto o aumento do mercado de saúde no período foi de 89,18%. A variação acumulada do IPCA foi de 32,26%.
É importante destacar que as autogestões oferecem cobertura mais ampla do que a dos outros planos e possuem o maior percentual da população acima de 60 anos da saúde suplementar. São 22,8% contra 12% do setor. Outro ponto crítico foi o crescimento das receitas, no mesmo período, na ordem de 71%, bem abaixo dos 82% da média do setor.
A incorporação acrítica de tecnologias, o envelhecimento da população, a judicialização da saúde e as não conformidades na cadeia produtiva são fatores críticos. Na autogestão, a situação fica ainda mais difícil com a regulação da ANS, que não considera o fato de as instituições não terem finalidade lucrativa.
Não há dúvida de que a sustentabilidade do sistema passa por implantação de mudanças complexas, como a regulação na incorporação de novas tecnologias, revisão no modelo de pagamentos dos prestadores de serviços, intenso combate aos desperdícios e fraudes e implantação de novas formas de custeio.
Precisamos ir além dos esforços primordiais, investindo cada vez mais na profissionalização da gestão, na adoção das melhores práticas de governança corporativa e, especialmente, priorizando a gestão do risco da população assistida, bem como iniciativas pioneiras que incentivem a promoção da saúde. (Denise Eloi - O Dia/Política e Poder)

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